Por Alessandra Bressan Barbosa, CEO da Inovae · Atualizado a 8 de outubro de 2026
91% das empresas do Norte consideram a sustentabilidade uma preocupação e 80% entendem que a gestão de ESG é uma responsabilidade da liderança. São as conclusões do trabalho promovido pela Associação Empresarial de Portugal (AEP) no âmbito do projeto “Novo Rumo a Norte – Rumo à Sustentabilidade”. O problema está no passo seguinte: só 15% têm objetivos de sustentabilidade definidos.
ESG é a sigla inglesa para Environmental, Social and Governance: os indicadores ambientais, sociais e de governação corporativa com que clientes, bancos e investidores avaliam hoje uma empresa. Abaixo está o que o estudo revela, porque é que o tema deixou de ser opcional para as PME e como passar da preocupação a metas que se medem.
Fale com a Inovae e saiba, numa conversa curta, em que ponto está a sua empresa e o que falta para responder a clientes e à banca.
Entre os 91% e os 15% está o verdadeiro desafio
Apenas 15% das empresas têm objetivos de sustentabilidade definidos a curto, médio e longo prazo. A preocupação existe; o que falta é transformá-la em gestão.
O estudo identifica onde a passagem emperra:
- Políticas formais — são as microempresas que mais dificuldade têm em formalizá-las.
- Responsabilidades — falta definir com clareza quem responde por cada tema ESG.
- Medição — monitorizar indicadores continua difícil; muitas práticas são autónomas ou informais.
- Reporte — comunicar o desempenho é o passo mais difícil, sobretudo para as microempresas.
Há avanços reais em eficiência energética, gestão de resíduos, segurança e saúde no trabalho, igualdade e formação. O problema é que, sem sistema, essas boas práticas não se medem nem se demonstram. E o que não se demonstra não conta quando um cliente, um banco ou um auditor pergunta.
A própria AEP aponta o caminho: passar de práticas informais para sistemas de gestão capazes de medir resultados e provar desempenho. Num território onde as microempresas são mais de 94% do tecido empresarial de cada sub-região, esse salto tem de ser exequível para equipas pequenas.
A pressão ainda não chegou a todos. Mas está a caminho
O estudo mostra que, para muitas empresas, o ESG ainda não entrou nas conversas comerciais e financeiras:
| Relação | Empresas que dizem “nunca” |
|---|---|
| Pedem informação ESG aos fornecedores | cerca de 1/3 |
| Usam critérios ESG na seleção de fornecedores | cerca de 30% |
| Recebem pedidos de informação de sustentabilidade de clientes | 28% |
| Discutem temas ESG com a banca | 36% |
| Foram questionadas pela banca sobre ESG | 54% |
Lido ao contrário, o quadro diz outra coisa: a maioria já recebe pedidos de clientes e quase metade já foi questionada pela banca. Quem ainda não foi, será.
O motivo está na cadeia de valor. Como sublinhou o presidente da AEP, Luís Miguel Ribeiro, a maioria das PME fornece grandes empresas e, para manter esses contratos ou aceder a crédito bancário, tem de cumprir estas métricas. As grandes empresas abrangidas pela diretiva europeia de reporte de sustentabilidade (CSRD) precisam de dados de quem lhes fornece — e esse “quem” é a PME do Norte.
A AEP resume bem a mudança de perspetiva: o ESG deve ser encarado não apenas como conformidade, mas como fator de competitividade, eficiência e acesso a novos negócios.
Quem chega preparado ao primeiro questionário de um cliente ganha vantagem sobre quem começa a recolher dados nesse dia.
Como a Inovae ajuda a passar da preocupação ao resultado
A Inovae transforma boas intenções em sistemas que se medem, se auditam e se apresentam a clientes e à banca. Cada lacuna apontada pelo estudo tem uma resposta concreta, com padrão reconhecido:
| Lacuna identificada no estudo | O que a Inovae entrega |
|---|---|
| Sem objetivos definidos (só 15% os têm) | Diagnóstico ESG e plano de descarbonização com metas de curto, médio e longo prazo |
| Indicadores difíceis de medir | Inventário de gases com efeito de estufa (GEE) segundo o GHG Protocol e a ISO 14064-1 — a pegada de carbono da empresa, calculada com método reconhecido internacionalmente |
| Práticas informais, sem políticas nem responsáveis | Implementação de sistemas de gestão ISO (9001 qualidade, 14001 ambiente, 45001 segurança e saúde no trabalho) ou de um SGI — sistema de gestão integrado — pronto para auditoria de certificação |
| Dificuldade em reportar | Relatório de sustentabilidade segundo as normas GRI (Global Reporting Initiative), o referencial de reporte mais usado no mundo |
Rigor de consultoria. Velocidade de software. Trabalhamos com metodologia técnica e padrões reconhecidos, e usamos tecnologia própria e IA aplicada para automatizar a parte repetitiva — recolha, tratamento e verificação de dados. Menos retrabalho para a sua equipa, mais horas investidas onde importam: na estratégia.
Para uma PME, isto significa sair do processo com algo útil no dia seguinte: metas com prazo, indicadores com método e documentação pronta para responder ao próximo cliente, banco ou auditor.
Próximo passo: das intenções às metas
Se a sua empresa está entre os 91% que se preocupam, mas ainda não entre os 15% que têm metas, comece por saber onde está hoje.
- Aproveite as sessões gratuitas da AEP, entre 15 de outubro e 24 de novembro, nas oito sub-regiões do Norte. São um bom ponto de partida para quem está a começar.
- Reúna o que já faz: consumos de energia, resíduos, segurança no trabalho, formação. É a base dos primeiros indicadores.
- Fale com a Inovae: numa conversa curta, identificamos o ponto de partida e o caminho mais curto até ao resultado que precisa — responder a um cliente, preparar uma candidatura a financiamento ou passar na auditoria.
Perguntas frequentes
O que concluiu o estudo da AEP sobre as empresas do Norte?
91% das empresas inquiridas consideram a sustentabilidade uma preocupação e 80% entendem que a gestão de ESG é uma responsabilidade da liderança. Só 15% têm objetivos de sustentabilidade definidos a curto, médio e longo prazo.
O que é ESG?
É a sigla inglesa para Environmental, Social and Governance: os indicadores ambientais, sociais e de governação corporativa que clientes, bancos e investidores usam para avaliar uma empresa.
As PME são obrigadas a reportar indicadores ESG?
Na maioria dos casos, não diretamente. Mas as grandes empresas abrangidas pela CSRD precisam de dados da sua cadeia de valor, e a banca pede cada vez mais informação ESG. Quem fornece grandes empresas ou procura crédito acaba por ter de responder.
Por onde deve começar uma PME?
Por um diagnóstico do ponto de partida: o que já mede, que políticas tem e que dados os clientes e a banca lhe pedem. Daí saem as metas e os primeiros indicadores.
Como pode a Inovae ajudar?
Com diagnóstico ESG, inventário de gases com efeito de estufa, plano de descarbonização com metas, implementação de sistemas de gestão ISO e relatório de sustentabilidade segundo as normas GRI, em Portugal e no Brasil.
Fontes
- Empresas do Norte valorizam sustentabilidade mas têm dificuldades em implementá-la, Green Savers
- O futuro das empresas passa pela ética e pela sustentabilidade, Jornal de Notícias
- AEP lança programa ESG para apoiar PME do Norte, Hipersuper