Se um cliente, um banco ou um investidor já pediu à sua empresa um relatório de sustentabilidade, é bem provável que ele estivesse pensando em GRI. A GRI é a linguagem mais usada no mundo para uma empresa mostrar, com números e de forma comparável, como afeta o meio ambiente, as pessoas e a economia.
Neste guia, explicamos o que é a GRI, como funcionam os indicadores, quais são os mais pedidos e como uma pequena ou média empresa pode começar. Sem jargão e com exemplos práticos.
Resumo rápido:
- A GRI é um conjunto de normas gratuitas para relatar impactos ambientais, sociais e econômicos.
- Ninguém reporta todos os indicadores: você escolhe os dos temas materiais, ou seja, os assuntos em que a sua empresa mais gera impacto.
- Os indicadores mais pedidos são os de emissões (GRI 305) e os de pessoas, como saúde e segurança e treinamento (GRI 403 e 404).
- Atenção às mudanças: relatos publicados a partir de 1º de janeiro de 2027 devem seguir as novas normas de clima (GRI 102) e de energia (GRI 103).
O que é GRI
GRI é a sigla de Global Reporting Initiative, uma organização internacional independente criada em 1997. Ela publica os GRI Standards, as normas que dizem o que uma empresa deve informar, e como, quando faz um relatório de sustentabilidade.
Uma comparação ajuda: assim como a contabilidade tem regras para o balanço financeiro, a GRI tem regras para o “balanço” de impactos. Com regras comuns, um leitor consegue comparar a sua empresa com ela mesma ao longo dos anos e com outras empresas do setor.
A GRI é o padrão mais adotado no mundo. Segundo a pesquisa de relato de sustentabilidade da KPMG de 2022, 78% das 250 maiores empresas do mundo usam as normas GRI. As normas podem ser baixadas gratuitamente no site da GRI, inclusive em português.
GRI ou IFRS S1/S2? As duas se complementam. A GRI olha para fora: o impacto da empresa nas pessoas, no ambiente e na economia. As normas IFRS S1 e S2 (do ISSB) olham para dentro: como riscos e oportunidades de sustentabilidade afetam as finanças da empresa, com foco no investidor.
Como funcionam os GRI Standards
As normas GRI são organizadas em três grupos, que funcionam como camadas:
| Grupo | O que traz | Exemplos |
|---|---|---|
| Normas Universais | Valem para todas as organizações. Explicam as regras do jogo, o perfil da empresa e como escolher os temas do relatório. | GRI 1: Fundamentos · GRI 2: Conteúdos Gerais · GRI 3: Temas Materiais |
| Normas Setoriais | Indicam os temas que costumam ser relevantes em setores de alto impacto. | GRI 11 (petróleo e gás) · GRI 12 (carvão) · GRI 13 (agropecuária, aquicultura e pesca) · GRI 14 (mineração) |
| Normas Temáticas | Trazem os indicadores de cada assunto. | Série 200 (econômicos) · série 300 (ambientais) · série 400 (sociais) · novas GRI 101 (biodiversidade), 102 (clima) e 103 (energia) |
Tema material: o filtro que decide o que entra
Você não precisa relatar tudo. A GRI pede que a empresa identifique os seus temas materiais: os assuntos em que gera os impactos mais significativos, positivos ou negativos. Uma transportadora, por exemplo, terá emissões e segurança no trânsito entre os temas principais. Uma empresa de software, provavelmente privacidade de dados e desenvolvimento das pessoas.
Esse processo se chama materialidade e segue a GRI 3. Ele envolve listar os impactos, avaliar a gravidade e a probabilidade de cada um e ouvir partes interessadas, como colaboradores, clientes e comunidade.
Como ler um código GRI
Cada indicador (a GRI chama de “conteúdo”) tem um código. Em GRI 305-1, “305” é a norma de Emissões e “1” é o primeiro conteúdo dela: as emissões diretas da empresa.
Duas formas de usar a GRI
- “De acordo com” as Normas GRI: a forma completa. A empresa cumpre nove requisitos, entre eles relatar todos os conteúdos gerais da GRI 2, definir os temas materiais e explicar qualquer omissão.
- “Com referência a” as Normas GRI: a forma de entrada. A empresa usa apenas algumas normas, publica o sumário de conteúdo, faz a declaração de uso e avisa a GRI. É um bom caminho para o primeiro relatório.
Quem relata “de acordo com” a GRI aplica oito princípios de qualidade, que valem como boa prática para qualquer relatório: exatidão, equilíbrio (mostrar o que vai bem e o que vai mal), clareza, comparabilidade, completude, contexto de sustentabilidade, tempestividade (publicar com regularidade) e verificabilidade (ter evidência de tudo).
Indicadores GRI ambientais (série 300)
A série 300 mostra como a empresa usa recursos naturais e o que devolve ao ambiente. As normas mais usadas:
| Norma | O que mede | Exemplo prático |
|---|---|---|
| GRI 301: Materiais | Quanto e quais materiais a empresa usa e quanto deles é reciclado | Toneladas de embalagens compradas no ano |
| GRI 302: Energia | Consumo de energia, intensidade e redução | kWh da conta de luz e litros de diesel, convertidos para a mesma unidade |
| GRI 303: Água e Efluentes | Captação, descarte e consumo de água | m³ da conta de água e do poço |
| GRI 304 / GRI 101: Biodiversidade | Impactos em áreas protegidas e ecossistemas | Operações perto de áreas de preservação |
| GRI 305: Emissões | Gases de efeito estufa e outros poluentes do ar | Toneladas de CO2 equivalente (tCO2e) |
| GRI 306: Resíduos | Geração e destino dos resíduos | Toneladas enviadas para reciclagem e para aterro |
| GRI 308: Avaliação ambiental de fornecedores | Como a empresa avalia fornecedores em critérios ambientais | % de novos fornecedores avaliados |
O que mudou: a biodiversidade passou a seguir a GRI 101 (de 2024) em relatos publicados a partir de 2026. Energia passará para a GRI 103 e as emissões de gases de efeito estufa para a GRI 102 em relatos publicados a partir de 1º de janeiro de 2027.
Dica: comece pelas contas que a empresa já paga. Luz, água, combustível e coleta de resíduos respondem boa parte da série 300. Para resíduos, o Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) e o Certificado de Destinação Final (CDF) são as melhores fontes.
GRI 305: Emissões — o indicador mais demandado
Se a sua empresa vai relatar um único tema ambiental, provavelmente será este. As emissões de gases de efeito estufa são o dado que grandes clientes pedem aos fornecedores, porque as emissões da sua empresa entram na conta deles. Também são a base de metas climáticas e de exigências para quem exporta.
Os três escopos, em linguagem simples
| Escopo | O que é | Exemplos |
|---|---|---|
| Escopo 1 | Emissões diretas, de fontes da própria empresa | Combustível da frota, gerador a diesel, caldeira, gás de refrigeração que vaza |
| Escopo 2 | Emissões da energia elétrica comprada | A conta de luz |
| Escopo 3 | Outras emissões indiretas, na cadeia de valor | Transporte terceirizado, viagens, deslocamento de colaboradores, produtos comprados, resíduos |
Os conteúdos da GRI 305
- 305-1: emissões diretas (escopo 1)
- 305-2: emissões indiretas da energia comprada (escopo 2)
- 305-3: outras emissões indiretas (escopo 3)
- 305-4: intensidade de emissões (por exemplo, tCO2e por tonelada produzida ou por funcionário)
- 305-5: redução de emissões
- 305-6: emissões de substâncias que destroem a camada de ozônio
- 305-7: óxidos de nitrogênio (NOx), óxidos de enxofre (SOx) e outros poluentes do ar
Como calcular
O cálculo segue o GHG Protocol, a metodologia mais usada no mundo, ou a ISO 14064-1. No Brasil, o Programa Brasileiro GHG Protocol, da FGV, oferece ferramenta de cálculo e um registro público de emissões. A lógica é sempre a mesma:
dado de atividade × fator de emissão = emissões em tCO2e
Exemplo: os litros de diesel do gerador vezes o fator de emissão do diesel dão as emissões de escopo 1 dessa fonte. Para a conta de luz, usa-se o fator médio do Sistema Interligado Nacional, publicado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
O que muda em 2027
A GRI 102: Mudança do Clima substitui os conteúdos 305-1 a 305-5 em relatos publicados a partir de 1º de janeiro de 2027. A nova norma mantém os escopos 1, 2 e 3 e acrescenta plano de transição, plano de adaptação, efeitos da transição sobre os trabalhadores (transição justa), metas e o uso de remoções e créditos de carbono. A GRI incentiva a adoção antecipada.
Na prática: se o seu relatório sai em 2027, já planeje pela GRI 102. A base continua sendo um bom inventário de gases de efeito estufa.
Indicadores GRI sociais (série 400)
A série 400 trata das pessoas: quem trabalha na empresa, quem trabalha na cadeia de fornecedores, clientes e comunidades. As normas mais usadas:
| Norma | O que mede | Onde está o dado |
|---|---|---|
| GRI 401: Emprego | Contratações, desligamentos, rotatividade e benefícios | Folha de pagamento e eSocial |
| GRI 403: Saúde e Segurança do Trabalho | Acidentes, taxa de lesões, gestão de riscos e treinamentos de segurança | Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT), registros da equipe de segurança (SESMT) e horas trabalhadas |
| GRI 404: Capacitação e Educação | Horas de treinamento, programas de desenvolvimento e avaliações de desempenho | Listas de presença, certificados e plataforma de cursos |
| GRI 405: Diversidade e Igualdade de Oportunidades | Composição da liderança e da equipe e diferença salarial entre mulheres e homens | RH e Relatório de Transparência Salarial |
| GRI 406: Não Discriminação | Casos de discriminação e medidas tomadas | Canal de denúncias |
| GRI 413: Comunidades Locais | Programas com as comunidades do entorno e impactos sobre elas | Projetos sociais e registros de reclamações |
| GRI 414: Avaliação Social de Fornecedores | Fornecedores avaliados em critérios sociais | Cadastro e auditorias de fornecedores |
| GRI 418: Privacidade do Cliente | Queixas comprovadas de violação de privacidade e vazamento de dados | Registros de incidentes de proteção de dados |
Dica para o Brasil: se a sua empresa tem 100 ou mais empregados, o Relatório de Transparência Salarial exigido pela Lei 14.611/2023 já traz dados que ajudam a responder a GRI 405.
O que vem por aí: a GRI está revisando as normas trabalhistas, como as de emprego, capacitação e diversidade. As novas versões têm lançamento previsto para 2027. Até lá, continuam valendo as normas atuais.
GRI 404: Treinamento e Educação na prática
Na tradução oficial em português, a norma se chama GRI 404: Capacitação e Educação. Ela mostra quanto a empresa investe no desenvolvimento das pessoas e tem três conteúdos:
404-1: Média de horas de capacitação por ano, por empregado
É o total de horas de treinamento dividido pelo número de empregados, separado por gênero e por categoria funcional (por exemplo, liderança, administrativo e operacional).
Exemplo: uma empresa com 120 empregados que somou 2.400 horas de treinamento no ano tem média de 20 horas por empregado. Se as mulheres somaram 1.000 horas e são 40, a média delas é de 25 horas. Os homens somaram 1.400 horas e são 80, com média de 17,5 horas. É a comparação que o leitor procura.
404-2: Programas de desenvolvimento e de transição de carreira
Descreve os programas que a empresa oferece: cursos técnicos, idiomas, apoio à graduação, requalificação e apoio a quem vai se aposentar ou deixar a empresa.
404-3: Avaliação de desempenho e de carreira
Percentual de empregados que receberam avaliação regular de desempenho e de desenvolvimento de carreira no ano, também por gênero e por categoria.
Como organizar os dados
- Registre todo treinamento com data, carga horária, participantes e evidência (lista de presença, certificado ou relatório da plataforma de cursos).
- Use sempre a mesma base de empregados para calcular a média e informe qual é (por exemplo, o número em 31 de dezembro).
- Treinamentos de segurança, como os exigidos pelas Normas Regulamentadoras, também são capacitação. Eles aparecem ainda no conteúdo 403-5, da norma de saúde e segurança.
- Separe os dados por gênero e por categoria desde a coleta. Refazer isso no fim do ano custa caro.
Indicadores GRI econômicos (série 200)
A série 200 mostra como a empresa gera e distribui valor e como conduz os negócios. As normas mais usadas:
| Norma | O que mede | Exemplo prático |
|---|---|---|
| GRI 201: Desempenho Econômico | Valor econômico gerado e distribuído (salários, impostos, fornecedores, investimentos na comunidade) | Quem já faz a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) tem boa parte do dado |
| GRI 202: Presença no Mercado | Salário de entrada em relação ao salário mínimo local e contratação de gestores da região | Menor salário pago comparado ao mínimo |
| GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos | Investimentos em infraestrutura e efeitos na economia local | Obra viária construída pela empresa |
| GRI 204: Práticas de Compra | Proporção de gastos com fornecedores locais | % das compras feitas no estado |
| GRI 205: Combate à Corrupção | Avaliação de riscos, treinamento e casos confirmados de corrupção | % de colaboradores treinados na política anticorrupção |
| GRI 206: Concorrência Desleal | Ações judiciais por práticas anticoncorrenciais | Processos no CADE |
| GRI 207: Tributos | Estratégia tributária e impostos pagos por país | Impostos recolhidos no Brasil e no exterior |
O conteúdo 201-2, sobre os efeitos financeiros das mudanças climáticas, também passa para a nova GRI 102 em 2027.
Como coletar dados para indicadores GRI
A coleta é a etapa que mais consome tempo em um relatório. Um método simples evita retrabalho:
- Comece pela lista certa. Defina os temas materiais e, para cada um, os indicadores que vai relatar. Não colete o que não vai usar.
- Dê um dono a cada indicador. RH cuida de pessoas, financeiro de dados econômicos, manutenção de energia e combustíveis, compras de fornecedores.
- Use a fonte original. Conta de luz, nota fiscal de combustível, MTR, folha de pagamento, eSocial, CAT, lista de presença. Estimativa só quando não houver dado, e explicada.
- Padronize uma planilha. Para cada dado: valor, unidade, período, unidade da empresa, fonte, responsável e onde está a evidência.
- Colete ao longo do ano. Mensal ou trimestralmente. Juntar tudo em dezembro gera erro e atraso.
- Revise antes de publicar. Compare com o ano anterior e explique as variações grandes.
Exemplo de mapa de dados:
| Indicador | Fonte | Responsável | Frequência |
|---|---|---|---|
| 302 / 103 Energia | Contas de luz e notas de combustível | Manutenção | Mensal |
| 305 Emissões | Dados de energia, frota e gás de refrigeração | Sustentabilidade | Trimestral |
| 306 Resíduos | MTR e CDF | Operações | Mensal |
| 403 Saúde e segurança | CAT e horas trabalhadas | SESMT | Mensal |
| 404 Capacitação | Listas de presença e certificados | RH | Mensal |
Erros comuns ao implementar GRI
- Querer relatar tudo. Um relatório com 150 indicadores rasos vale menos que um com 25 bem medidos.
- Pular a materialidade ou fazê-la só dentro da empresa, sem ouvir clientes, colaboradores e comunidade.
- Mostrar só o lado bom. O princípio do equilíbrio pede também os resultados que pioraram. Relatório só com boas notícias perde credibilidade e pode ser visto como greenwashing.
- Dado sem evidência. Número sem fonte, sem método ou com fator de emissão errado não resiste a uma verificação.
- Mudar o perímetro sem avisar. Se uma filial entrou ou saiu do relatório, explique. Senão, a comparação entre anos fica enganosa.
- Usar regras antigas. As opções “Essencial” e “Abrangente” deixaram de existir com as normas de 2021, em vigor desde 2023. E 2026 e 2027 trazem as novas normas de biodiversidade, clima e energia.
- Esquecer o sumário de conteúdo e a declaração de uso. Sem eles, o relatório não pode dizer que segue a GRI.
Como gerar relatórios GRI
O caminho de um relatório GRI, do zero à publicação:
- Defina o escopo: período (normalmente o ano fiscal) e quais unidades e empresas do grupo entram.
- Faça a materialidade (GRI 3) e aprove a lista de temas com a direção.
- Colete e consolide os dados de cada indicador, com evidências.
- Escreva o relatório: perfil da organização (GRI 2), como a empresa gerencia cada tema material (conteúdo 3-3) e os indicadores, sempre com o contexto do número.
- Monte o Sumário de Conteúdo GRI: uma tabela que mostra onde está cada conteúdo no relatório e explica as omissões.
- Faça a declaração de uso: “de acordo com” ou “com referência a” as Normas GRI.
- Considere a asseguração externa: a verificação por um terceiro independente não é obrigatória na GRI, mas aumenta muito a confiança no relatório.
- Publique e notifique a GRI. A notificação é feita por e-mail e não tem custo.
O formato é livre: PDF, página no site ou relatório integrado com as finanças. O que conta é a qualidade da informação, não o número de páginas.
GRI para PMEs: por onde começar
A GRI não é só para grandes empresas. Para uma pequena ou média empresa, o mais comum é começar porque um cliente grande pediu dados ESG (ambientais, sociais e de governança), um banco pediu informações para crédito ou um edital pontua sustentabilidade. Um roteiro enxuto:
- Liste de 5 a 8 temas que mais pesam no seu negócio. Por exemplo: energia, emissões, resíduos, saúde e segurança, capacitação e ética.
- Escolha de 1 a 3 indicadores por tema. Prefira os que você já consegue medir.
- Comece pelos dados que já existem: contas, folha de pagamento, eSocial, MTR.
- Faça o inventário de emissões dos escopos 1 e 2. Costuma ser o dado mais pedido por clientes. O escopo 3 pode entrar no ano seguinte.
- Publique um primeiro relatório “com referência a” as Normas GRI e evolua para “de acordo com” nos próximos ciclos.
Um bônus: os dados organizados para a GRI servem para responder questionários de clientes e plataformas de avaliação de fornecedores, como a EcoVadis. A empresa mede uma vez e usa várias vezes.
Como a Inovae pode ajudar
A Inovae entrega o relatório de sustentabilidade no padrão GRI com dados que resistem a uma verificação, do diagnóstico à publicação, no Brasil e em Portugal. O que fazemos:
- Materialidade com escuta das partes interessadas e matriz de temas.
- Mapa de indicadores e planilhas de coleta por área, com responsável, fonte e evidência.
- Inventário de gases de efeito estufa pelo GHG Protocol e pela ISO 14064-1, já preparado para a GRI 102.
- Redação do relatório, Sumário de Conteúdo GRI e preparação para a asseguração externa.
- Capacitação da equipe para que o segundo relatório seja feito com mais autonomia.
Automatizamos a parte repetitiva da consolidação de dados para investir as horas onde importam: na análise e na estratégia. Um exemplo do nosso trabalho é o Guia ESG do Turismo Brasileiro, publicado pela Embratur.
Próximo passo: conte em que ponto a sua empresa está e respondemos com escopo e prazo para o seu relatório.
Perguntas frequentes
O relatório GRI é obrigatório no Brasil?
Não existe lei geral que obrigue as empresas a usar a GRI no Brasil. Ela é voluntária, mas é cada vez mais pedida por clientes, investidores, bancos e editais. Alguns setores regulados têm regras próprias de relato.
Qual a diferença entre GRI e IFRS S1/S2?
A GRI mostra o impacto da empresa nas pessoas, no ambiente e na economia. As normas IFRS S1 e S2 mostram como os riscos e oportunidades de sustentabilidade afetam as finanças da empresa, com foco no investidor. Muitas empresas usam as duas.
Pequena empresa pode fazer relatório GRI?
Sim. O caminho mais simples é publicar um relatório “com referência a” as Normas GRI, com poucos temas e indicadores bem medidos, e ampliar nos anos seguintes.
Quanto tempo leva o primeiro relatório GRI?
Depende do número de temas e de como os dados estão organizados. A coleta é a etapa mais longa. Empresas que já têm inventário de emissões e dados de RH organizados avançam bem mais rápido.
Preciso de verificação externa?
A GRI não exige. Mas a asseguração por um terceiro independente aumenta a confiança de clientes e investidores, e a GRI pede que a empresa informe se o relatório foi verificado (conteúdo 2-5).
O que é o Sumário de Conteúdo GRI?
É uma tabela, no fim do relatório ou em uma página à parte, que mostra onde está cada conteúdo GRI relatado e explica o que foi omitido e por quê. Sem ele, o relatório não pode dizer que segue a GRI.
O que muda na GRI em 2027?
Relatos publicados a partir de 1º de janeiro de 2027 devem usar a GRI 102 (Mudança do Clima), que substitui os conteúdos 305-1 a 305-5, e a GRI 103 (Energia), que substitui a GRI 302. A GRI também está revisando as normas trabalhistas, com lançamento previsto para 2027.